Eu com um ano de idade apenas adorava
andar pela sala, cantando e falando sozinha. Pode ser que naquela época eu
fosse mesmo só, filha única, poucos primos. Mas a mania se perpetuou em minha
vida. Eu sempre fui meio louca, meio sã... Ficava dando voltas, pensando na
vida, falando sozinha, imaginando conversar com alguém... Eu lia em voz alta,
desde meus cinco anos, pra uma plateia imaginária e pra minha mãe. Lembro também que me decepcionei ao ver que os
livros da seção infantil tinham histórias muito bobinhas... E resolvi trocar de
prateleira.
Aos oito anos, comecei a imaginar
o meu futuro, o que queria ser. Eu só tinha certeza de que iria escrever: ser
escritora, publicar livros, tinha tanta criatividade para inventar! Pensava em
ser professora, e sempre brincava de escola... Brincava de apresentadora de TV
com meus primos e meu pai já captou com a filmadora caseira momentos em que eu
entrevistava minha irmã sobre um livro. Eu era um pouco jornalista há muito
tempo... Eu sentava no sofá da sala com uma xícara de café e me imaginava
entrevistando alguém enquanto saboreava a bebida.
Demorei para perceber que era isso
mesmo que eu queria. Eu gostava de assistir aos telejornais ao lado do meu pai e
da minha mãe, a gente comentava, criticava e até reclamava das matérias. Mas me
interessei mesmo foi quando comecei a acompanhar meu pai e sua visitação
assídua aos blogs políticos. Intrigou-me a possibilidade de haver um outro lado,
existir imparcialidade. Descobrir isso me deixou fascinada em conhecer mais e
mais sobre aquilo que eu imaginava ser perfeito. Foi aí que tudo começou, aos
meus 14 anos.
Talvez algum dia eu publique um
livro, esse é meu sonho de infância. Mas enquanto isso não acontece, eu serei
jornalista, porque descobri que é de escrever que sempre gostei. Meu pai que me
perdoe, mas sim, ele me inspirou muito a seguir essa profissão, não adianta me criticar!
Mas tudo bem, já fizemos as pazes (eu acho).
Taís Borges de Macedo

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