quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Uma parte de mim (a jornalista)

Eu com um ano de idade apenas adorava andar pela sala, cantando e falando sozinha. Pode ser que naquela época eu fosse mesmo só, filha única, poucos primos. Mas a mania se perpetuou em minha vida. Eu sempre fui meio louca, meio sã... Ficava dando voltas, pensando na vida, falando sozinha, imaginando conversar com alguém... Eu lia em voz alta, desde meus cinco anos, pra uma plateia imaginária e pra minha mãe.  Lembro também que me decepcionei ao ver que os livros da seção infantil tinham histórias muito bobinhas... E resolvi trocar de prateleira.
Aos oito anos, comecei a imaginar o meu futuro, o que queria ser. Eu só tinha certeza de que iria escrever: ser escritora, publicar livros, tinha tanta criatividade para inventar! Pensava em ser professora, e sempre brincava de escola... Brincava de apresentadora de TV com meus primos e meu pai já captou com a filmadora caseira momentos em que eu entrevistava minha irmã sobre um livro. Eu era um pouco jornalista há muito tempo... Eu sentava no sofá da sala com uma xícara de café e me imaginava entrevistando alguém enquanto saboreava a bebida.
Demorei para perceber que era isso mesmo que eu queria. Eu gostava de assistir aos telejornais ao lado do meu pai e da minha mãe, a gente comentava, criticava e até reclamava das matérias. Mas me interessei mesmo foi quando comecei a acompanhar meu pai e sua visitação assídua aos blogs políticos. Intrigou-me a possibilidade de haver um outro lado, existir imparcialidade. Descobrir isso me deixou fascinada em conhecer mais e mais sobre aquilo que eu imaginava ser perfeito. Foi aí que tudo começou, aos meus 14 anos.
Talvez algum dia eu publique um livro, esse é meu sonho de infância. Mas enquanto isso não acontece, eu serei jornalista, porque descobri que é de escrever que sempre gostei. Meu pai que me perdoe, mas sim, ele me inspirou muito a seguir essa profissão, não adianta me criticar! Mas tudo bem, já fizemos as pazes (eu acho).

Taís Borges de Macedo

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